Este sofá é tão pequeno e mesmo assim te procuro e não a encontro.
As noites são longas e quando amanhece eu não vejo nada, já não saio de casa há 6 dias, mas amanhã não tem saída. Tenho que buscar algo para comer porque até o álcool acabou.
Em cada pedaço de pedra portuguesa da calçada vejo marcas de seus passos e em cada esquina vislumbro os contornos de seu corpo e em cada lufada de ar procuro sentir seu cheiro.
Procuro, procuro, procuro e não encontro nada, há não ser um grande vazio.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Márcia
O Rio de Janeiro está frio hoje, tão frio quanto minha alma.
Seu olhar e sorriso estão tão claros em minha retina quanto o ar que respiro.
Já não sinto tanta raiva com antes, apenas tento ver pelo olhar do outro, mesmo sem aceitar.
Encontrei com Roberto e Irene na quarta-feira e alguns ligaram ou enviaram e-mails, todos com palavras de carinho e saudades de ti.
Está difícil encontrar as palavras para descrever o que sinto no momento e não quero transformar o que sinto em algo maior do que deveria ser e é.
Acho que o TEMPO que tivemos foi muito curto em relação ao tamanho, grandiosidade e generosidade do amor que nos foi dado a oportunidade de viver.
E sempre dissestes que :
" A vida não é boa nem ruim. Ela é. "
O que desejo neste dia (12 de Junho) é que outros possam ter a oportunidade de vivenciar um AMOR tão cristalino e puro como tive a chance de ter.
Saudades, saudades, muitas saudades, e um vazio completo.
** O valor das coisas não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. **
( Fernando Pessoa )
Paulo G Muller
Seu olhar e sorriso estão tão claros em minha retina quanto o ar que respiro.
Já não sinto tanta raiva com antes, apenas tento ver pelo olhar do outro, mesmo sem aceitar.
Encontrei com Roberto e Irene na quarta-feira e alguns ligaram ou enviaram e-mails, todos com palavras de carinho e saudades de ti.
Está difícil encontrar as palavras para descrever o que sinto no momento e não quero transformar o que sinto em algo maior do que deveria ser e é.
Acho que o TEMPO que tivemos foi muito curto em relação ao tamanho, grandiosidade e generosidade do amor que nos foi dado a oportunidade de viver.
E sempre dissestes que :
" A vida não é boa nem ruim. Ela é. "
O que desejo neste dia (12 de Junho) é que outros possam ter a oportunidade de vivenciar um AMOR tão cristalino e puro como tive a chance de ter.
Saudades, saudades, muitas saudades, e um vazio completo.
** O valor das coisas não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. **
( Fernando Pessoa )
Paulo G Muller
sábado, 17 de abril de 2010
Somos de una vida corta, sabemos...
Como Somos
Piero
Como se nos van los años
Ahora cuesta recordar
Y tenemos mas edad
Ahora somos un cuaderno
De recuerdos arrugados
Y nos vamos a un entierro
De una amigo que tuvimos
De un amigo que esta muerto.
Todo tenemos parientes, tenemos
Todos por algo lloramos, lloramos
Somos de una vida corta, sabemos
Todos siempre nos buscamos.
Como se arruga la piel
De nuestros seres queridos
Como por las bocas viejas
Se nos van yendo las venas
Menos palabras tenemos
Somos menos inocentes
Y como vamos creciendo
Para se después la gente.
Todo tenemos parientes, tenemos
Todos por algo lloramos, lloramos
Somos de una vida corta, sabemos
Todos siempre nos buscamos.
Como explicarnos el viento
Que nos pega en este invierno
Como explicarnos la muerte
Que llega y es un recuerdo
Somos como barrilete
Que vuela y se rompe en flecos
Somos con la tristeza
Que llega otoño y nos deja.
Todo tenemos parientes, tenemos
Todos por algo lloramos, lloramos
Somos de una vida corta, sabemos
Todos siempre nos buscamos... Amamos... Lloramos... Peleamos...
Salvemos...
Video e música :
http://www.youtube.com/watch?v=Bx5LUdDyyuQ
Paulo G Muller
Piero
Como se nos van los años
Ahora cuesta recordar
Y tenemos mas edad
Ahora somos un cuaderno
De recuerdos arrugados
Y nos vamos a un entierro
De una amigo que tuvimos
De un amigo que esta muerto.
Todo tenemos parientes, tenemos
Todos por algo lloramos, lloramos
Somos de una vida corta, sabemos
Todos siempre nos buscamos.
Como se arruga la piel
De nuestros seres queridos
Como por las bocas viejas
Se nos van yendo las venas
Menos palabras tenemos
Somos menos inocentes
Y como vamos creciendo
Para se después la gente.
Todo tenemos parientes, tenemos
Todos por algo lloramos, lloramos
Somos de una vida corta, sabemos
Todos siempre nos buscamos.
Como explicarnos el viento
Que nos pega en este invierno
Como explicarnos la muerte
Que llega y es un recuerdo
Somos como barrilete
Que vuela y se rompe en flecos
Somos con la tristeza
Que llega otoño y nos deja.
Todo tenemos parientes, tenemos
Todos por algo lloramos, lloramos
Somos de una vida corta, sabemos
Todos siempre nos buscamos... Amamos... Lloramos... Peleamos...
Salvemos...
Video e música :
http://www.youtube.com/watch?v=Bx5LUdDyyuQ
Paulo G Muller
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Márcia - Um Amor Infindável
Já começaram a chegar e-mails com agressões gratuitas de pessoas que nada sabem sobre nós e muito menos de você, além de duvidarem da sua inteligência ou maximizarem a minha. Onde está a VERDADE que tanto procuram? Ora nunca vão encontrar fora o que sempre está e estará no interior do ser humano, e é algo VIVO e não inerte e que alguns acham que pode ser encontrado por aí..... E ainda afirmam que te conhecem ou te conheceram, sem nunca terem efetuado nenhum tipo de troca contigo e na VERDADE somente tiraram e usaram de seu conhecimento para atingir algo que acham interessante para suas vidas. Não tem idéia que AMOR, não é moeda de troca e sim de doação, simples assim sem muita explicação. Hoje pago e PAGO um valor alto por ter agido da forma como agi e violentando a área profissional, mas não me arrependo um momento sequer, porque tive a chance e oportunidade de conhecer uma MULHER que não sabia que existia dentro de você e de viver um AMOR e carinho que não sabia que existiam. Não as culpo de nada e tampouco julgo suas atitudes ou palavras( quem sou eu...), porque não irão achar no ocultismo ou em livros (ditos) espíritas a verdade e paz que tanto procuram, porque fora de si mesmas nada encontrarão.
Estive no Sul por uns dias, porque meu primo ofereceu a oportunidade de ser seu padrinho de casamento, fato que muito me lisonjeou.
Achei que viajando poderia alterar a rotina e quebrar o casco de gelo que me envolve. Ledo engano. Tentei ao longo de 5 dias e por 15 vezes fazer a mala e organizar badulaques, mas acabava voltando para a janela a procura de algo.
Resolvi parar de tentar organizar e joguei tudo para dentro como se fosse um saco de compras de supermercado, peguei o Terno, uma camisa preta e um lenço vermelho ( não sei porque ) e coloquei em um daqueles suportes para transportar em viagens.
Sempre viajo com assento na janela direita e a frente da asa para poder olhar a paisagem (tolice, as lágrimas já não deixam mais). O vento estava em direção contrária ao normal, e o avião passou pela Baía de Guanabara. Quando vislumbrei os prédios da Morada do Sol fiquei procurando por algo que sabia que não estaria mais lá, mas assim mesmo meu olhar não obedeceu. Em outras tantas vezes fazia uma última ligação(proibida pela aviação) e ela dava umas boas risadas e o som delas ecoavam por um bom tempo durante o voo... - Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado e Barra foram ficando para trás, e meus pensamentos tentando juntar os pedaços espalhados por todos os recônditos daquela coisa que está acima de meus ombros.
Assim que cheguei em POA meu 1o. impulso foi o de efetuar uma ligação para o RJ. Mas ligar para quem..., saí do automático e caí na real. Não tinha mais para quem ligar, ou tinha, mas não para quem eu queria.
O Casamento foi como tantos outros, há não ser por ser especial e do meu primo muito querido e com pessoas muito agradáveis e por dois lances interessantes: Minha Prima Eneida teve uma das alças do vestido com problemas e tirei o alfinete tipo grampo do lenço vermelho ( descobri o motivo ) e minha irmã Eliane resolveu o problema. O outro lance foi no altar em que o Padre durante um ato da cerimônia chamou os pais do noivo e pediu que a mãe da noiva, acompanhada de seu irmão..... OPS... e o seu esposo ficou sorrindo..... Passada a gafe tudo voltou ao normalllllllll. A festa / recepção foi excelente e claro para entrar no clima tive que calibrar os pneus em primeiro lugar...
O sinal de celular na casa de minha mãe oscila muito, porém duas quadras a direita ou à esquerda o sinal é perfeito. Por quatro noites consecutivas saí de casa para verificar se haviam recados ou mensagens na caixa postal..., a mente me pregando peças o tempo inteiro. Os dias e noites não foram melhores e tampouco piores que os daqui, porém em uma noite eu quebrei e não consegui segurar. A mãe já tem mais de 80 anos e não é justo que ainda passe por preocupações, e eu tentei, tentei mesmo controlar todos meus atos e pensamentos, mas não consegui.
Em uma das conversas com minha irmã refleti sobre a possibilidade de retornar ao Sul para exercer a advocacia. Porque aqui no RJ havia parado por muito tempo minhas atividades jurídicas ( consultoria principalmente ) e também teria que reiniciar todo um caminho para organizar tudo novamente. E Lá como cá os caminhos a serem percorridos não seriam diferentes. Mas acho que poderia magoar muito minha mãe, nos momentos em que entrasse em parafuso.
Não sei, não sei, realmente não sei o que fazer.
A volta foi ainda mais dura. O avião faz a curva e ao longe estão os prédios da Morada do SOL e instintivamente tento localizar seu bloco e sua janela.... Ligo o celular e mais uma vez um RAIO rasga meus pensamentos. Sempre havia um abraço gostoso e um cheiro especial me esperando, sua pele, seu toque, sua maciez e principalmente seu sorriso eram fontes de alegria e candura. Fico a rodar pelo aeroporto sem a mínima vontade de sair de lá, porque não tenho para onde ir. Aliás até tenho, mas lá você não está. E a certeza de não encontrá-la torna-se minuto a minuto mais cristalina e real. E ainda tem o Buck(foto no final do blog) que fazia uma festa como se pressentisse que eu nunca mais voltaria e que ele não me veria mais. E era difícil lhe abraçar e dar atenção, porque ele não permitia e queria atenção exclusiva, mas após algum tempo, tendo a certeza que eu não sairia, logo tornava a se enroscar em seus pés, fato aliás que com o tempo ficou confuso, porque quando colocavas seus pés em meu colo para serem massageados ( se é que aquilo era massagem.... ) ele subia no sofá e se enroscava na parte superior do encosto do sofá tentando achar seu ombro para colocar a cabeça...
Rasgo, estraçalho, esmago, espalho todos meus pensamentos mas eles insistem em se reorganizar e não me deixam esquecer quem me faz tanta falta.
Márcia como eu te amo, como eu te amo, amo, amo, amo, amo, amo, amo...
** O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. **
( Fernando Pessoa )
©¿©¬
Paulo G Muller
segunda-feira, 8 de março de 2010
Marcia...., quanta SAUDADE...Dia, Semana, Mes, Ano,Séculos, Eternidade das mulheres
Que amor imensurável, não passa um segundo da minha vida que não pense em seus olhos, seu sorriso, sua face marota pedindo como quem não está pedindo nada.
Em cada esquina, em cada falha na calçada de pedras portuguesas, sinal de trânsito, banho, café, lista de supermercado, lencol, travesseiro, meia, sapato, sabonete, escova de dentes, desodorante, pente, chaves, em todos os cantos e recantos da minha vida você está.
Porquê estes desencontros no tempo e no espaço.
Porquê não fazemos o mínimo quando nos pedem tão pouco.
Porquê esta FALTA tão grande e esta dor no meu peito e estes olhos que não se cansam de marejar.
Me fazes tanta falta quanto a água que bebo, quanto o ar que respiro.
Se alguém puder arrumar um jeito para que eu esteja contigo, que faça acontecer.
Não peço muito, apenas a eternidade do milionésimo segundo do brilho dos seus olhos e da explosão serena de seu sorriso.
Tento acreditar em tudo em que já aprendi, preciso de uma âncora, mas tenho a consciência que quando pude fazer algo..., perdi....
O tempo é inexorável, mas a dor é permanente.
SAUDADES, SAUDADES, SAUDADES, SAUDADES, SAUDADES.........
Em cada esquina, em cada falha na calçada de pedras portuguesas, sinal de trânsito, banho, café, lista de supermercado, lencol, travesseiro, meia, sapato, sabonete, escova de dentes, desodorante, pente, chaves, em todos os cantos e recantos da minha vida você está.
Porquê estes desencontros no tempo e no espaço.
Porquê não fazemos o mínimo quando nos pedem tão pouco.
Porquê esta FALTA tão grande e esta dor no meu peito e estes olhos que não se cansam de marejar.
Me fazes tanta falta quanto a água que bebo, quanto o ar que respiro.
Se alguém puder arrumar um jeito para que eu esteja contigo, que faça acontecer.
Não peço muito, apenas a eternidade do milionésimo segundo do brilho dos seus olhos e da explosão serena de seu sorriso.
Tento acreditar em tudo em que já aprendi, preciso de uma âncora, mas tenho a consciência que quando pude fazer algo..., perdi....
O tempo é inexorável, mas a dor é permanente.
SAUDADES, SAUDADES, SAUDADES, SAUDADES, SAUDADES.........
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Onde Estará O Meu Amor
Maria Bethânia
Composição: Chico César
Como esta noite findará
E o sol então rebrilhará
Estou pensando em você...
Onde estará o meu amor?
Será que vela como eu?
Será que chama como eu?
Será que pergunta por mim
Onde estará o meu amor?
Se a voz da noite responder
Onde estou eu, onde está você
Estamos cá dentro de nós
Sós...
Onde estará o meu amor?
Se a voz da noite silenciar
Raio de sol vai me levar
Raio de sol vai lhe trazer
Onde estará o meu amor?
Link Letra e música = http://migre.me/d3wi
Composição: Chico César
Como esta noite findará
E o sol então rebrilhará
Estou pensando em você...
Onde estará o meu amor?
Será que vela como eu?
Será que chama como eu?
Será que pergunta por mim
Onde estará o meu amor?
Se a voz da noite responder
Onde estou eu, onde está você
Estamos cá dentro de nós
Sós...
Onde estará o meu amor?
Se a voz da noite silenciar
Raio de sol vai me levar
Raio de sol vai lhe trazer
Onde estará o meu amor?
Link Letra e música = http://migre.me/d3wi
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Um AMOR NAÏF ; Márcia ; Um Sorriso ; Um Xodó
♥(+) 18/10/2009 21:30hs
MARCIA TORANZO BASTOS ARDUINI
- www.flickr.com/photos/marciatoranzo -
Mulher que foi e é motivo do meu AMOR de forma ABISSAL e INCONDICIONAL, de entrega e fidelidade total desde o 1o. dia em que nos encontramos há quase... 30 anos atrás.
Mesmo que muitos não acreditassem ou aceitassem..., até hoje, porque não conhecem, não viveram e tampouco saberão o que é o AMOR na sua plenitude. É óbvio que ocorreram desencontros durante o nosso relacionamento e inclusive um curto distanciamento, mas que somente serviu para fortalecer o que desde o início havia de muito forte entre nós.
Foi passear por outras pradarias no domingo, 18/10/2009 as 21:30hs depois de sofrer por um longo tempo de uma enfermidade incurável, sendo assistida pelo Dr Milton Rabinowitz, que não poupou esforços com todo o profissionalismo, carinho e atenção.
Ela pediu através de Escritura Pública, e quero crer que a tenham atendido, que suas cinzas fossem espalhadas no mar do Leme, um dos locais mais belos do Rio de Janeiro.
Além da ajuda inestimável do amigão Victor Finkelstein - Viko da PalmForum através de seu amigo Dr. Capel do Hospital Oswaldo Cruz de São Paulo.
No LINK acima que será atualizado em breve, encontram-se alguns dos seus quadros, e que refletem apenas um período e parte do seu trabalho. Não temos os arquivos da totalidade da sua obra por viver todos os dias simplesmente, sem a preocupação do registro e sim com a alegria dos momentos.
Filha do Marechal Joaquim Justino Alves Bastos, natural de Mato Grosso e comandante de diversas unidades do Sul ao Norte do Brasil sendo um dos poucos Marechais da ATIVA de então e autor do livro Encontro com o Tempo, e Nélida Toranzo Bastos, natural da Argentina, residentes a época no bairro do LEME - Rio de Janeiro ( ambos falecidos ), e ficam duas filhas, neto e neta de seu 1o. casamento.
Pintora Naïf
Nascida no Rio de Janeiro, mas morou em Porto Alegre, Curitiba e Recife e por último no Condomínio Morada do Sol ( www.flickr.com/photos/moradasol ) no Bairro de Botafogo - RJ.
Graduada pela PUC/Rio de Janeiro em LETRAS.
Em 1970 trocou a carreira de professora pela Pintura, ao entrar em contato com os pincéis, as tintas e os desenhos no atelier de Do Carmo Ferreira.
A opção pela pintura " NAÏF " foi imediata graças ao amor pela natureza, por seu interesse nas questões sociais e principalmente pela vontade que sentia de traduzir a realidade de seu país.
Participou de diversas coletivas e individuais no Rio de Janeiro, São Paulo e Paris, locais onde foi premiada obtendo reconhecimento pelos seus trabalhos.
Mulher íntegra, dotada de uma grande sensibilidade, extremamente carinhosa e afetuosa para com todos sem distinção de raça , credo , nível social ou intelectual.
Sempre na busca incansável do entendimento e conhecimento das razões que afligem o ser humano. Era capaz de ler ao mesmo tempo mais de tres livros além de pintar, ver programas especiais da TV a cabo além de Teatro e Cinema. A sua inteligência foi algo que sempre me fascinou.
O ato de nos separarem foi e continua sendo extremamente doloroso e sofrido, e até entendo os motivos que levaram a este ato insensato, porém são doentes e procuram chifre em cabeça de burro, depois de tanto procurarem quem sabe encontrem. A única forma que tinham para atingir a mim era nos separando.
A noite quando ficávamos a sós, o olhar de sofrimento da minha amada era insuportável e a dor por qual ela passava era cristalina porque ficava dividida entre o mar e o rochedo. E conseguiram, porque eu não iria me perdoar se as brigas e discussões que já eram constantes, fossem contribuir para a tristeza da mulher que eu mais amo.
Não permitiram que eu estivesse ao lado dela na hora em que descansou, e conforme me foi dito, ela chamou por mim diversas vezes. E eu estava a poucos passos ( uma quadra ) do hospital. E isto dói muito, muito, muito.
Todos sabiam, que se nos separássemos algo poderia ocorrer... e algumas semanas depois...
A menina que existia dentro da Márcia era algo maravilhoso, somente quem convivia mais proximamente é que percebia.
Em muitas áreas do entendimento e da compreensão da vida ela era INGÊNUA, tal qual a ARTE que ela praticava, e este além do sorriso e de outros tantos atributos me deixavam embevecido e totalmente aparvalhado com seus jeitos e trejeitos.
Em nenhum dos seus atos havia a maldade ou segunda intenção, fazia por fazer. Jamais via no outro a malícia ou interesse escuso.
Fui um dos poucos que teve a chance de viver um AMOR PLENO e parte disto é que nos mantinha juntos e que ainda me mantém, porque convivi e convivo com tantos que nunca tiveram, não tem e nunca terão algo parecido em suas vidas. Acho que fui um homem de sorte.
No escuro e silêncio da noite ela me pedia desculpas sobre os enganos que havia cometido durante a nossa relação e ficávamos aos prantos lembrando de quanto tempo perdido,e eu pedia para ela esquecer porque na verdade eu era o maior culpado pelas intransigências e comportamento. E se alguém teria que pedir desculpas era eu. E ficávamos horas conversando porque ela tinha medo da noite. E quando adormecia o seu ronronar me levava até Morpheu, onte tentava encontrá-la, mas continuava em seus braços ou ela nos meus, mesmo nas noites mais quentes
Como os médicos deram uma esperança de seis meses, abri mão do meu trabalho, o que hoje vejo que foi um erro, deveria ter me dividido um pouco mais para manter as ligações profissionais e ativo nas atualizações que são constantes.
Tentei ao menos retribuir uma parte infinitesimal de tudo o que ela, me proporcionou de alegria e divertimento.
Em Março de 2008 fomos buscar o BUCK, conhecido como o cachorrinho do portal da IG que é da raça West Highland White Terrier , pequeno e extremamente carinhoso.
http://www.flickr.com/photos/marciatoranzo/4104140683/
Ficava invariavelmente sobre os pés dela, ou debaixo da cadeira em que ela se encontrava, eventualmente nos meus. Dormia toda a noite embaixo da cama e no local em que ficava a cabeceira da cama em que ela dormia, desde o 1o. dia que chegou em casa. Era uma farra ver o esforço que ele fazia para conseguir entrar embaixo da cama. Ele se esparramava tal qual uma massa de pizza e lá ia ele..., para sair era outro parto.
Quando ela tinha uma recaída ele respondia da mesma forma.
Era louco por ela.
Dava um trabalhão: cuidar, alimentar, vacinas, alergias, pomadas, cremes, banhos, tosas, remédios. Levar todo dia de manhã e a noitinha para passear no Play e fazer as suas necessidades.
Por vezes, quando ela podia, aos sábados ou domingos íamos passear na URCA ou no Forte que fica no final da URCA, com ele dentro do táxi e era alegria na certa. Porque ele queria porque queria atacar os dois leões de pedra que tem em frente a a CPRM e outros dois que existem dentro do Forte da Urca. Ficava ensadecido.
Ele adorava ficar na janela do carro com a metade do corpo para fora e invariavelmente alguém emparelhava o carro e o elogiava, ela ficava toda prosa, e ele fazia uma festa.
Obrigado Buck
Por vezes ia até o Restaurante Dois em Cena no Shopping Rio Sul para buscar um sanduíche de pão ciabata com filé e salada verde, ou um frango grelhado com molho de damasco que ela adorava, ou então um Escondidinho de Carne Seca. Aproveitava para ir até o Toscana, para trazer Muffins que ela beslicava prazeirosamente, além do queijo curado de Cachoeiras de Macacu que somente é encontrado lá e no Hortufruti de Botafogo.
Aos sábados ia no VAPT VUPT até o Rei do Caranguejo na Xavier da Silveira, 98, em Copacabana para buscar EMPADAS, que são as melhores do Rio, e ela se divertia, eram momentos de luz e alegria.
Aos Domingos ia até o Rest Spaccanapoli do meu amigo GINO, - www.spaccanapoli.com.br - um local simples porem com uma cozinha correta, e com preços honestos. Local onde levei o amigo Andres Segal e família de São Paulo.
E de lá trazia correndo para casa:
CALAMARI IN CAZZUOLA - Lula refogada com tomate italiano, azeitonas pretas, pão crocante, pimenta calabresa ou dedo de moça.
Pizza Branca ( extremamente fina ) ou Bruscheta Caprese.
SPAGHETTI NERONI - Massa com camarôes, pimentões amarelo e vermelho temperados com alho, óleo, vinho branco e salsa fresca.
LINGUINE AL PESTO - Massa com molho especial a base de mangericão.
RISOTTO DELL ' ANGELO - Risoto com aspargos e camarão.
RISOTTO DELL'ORTO - Risoto com Aspargos frescos e alcachofras.
TAGLIATA DI FILETTO - Filet Migno fatiado ultra fino com alecrim, flambado com vinho branco e lascas de parmesão
Sobremesa de TIRAMISSÚ
E era uma festa, os guardanapos se sucediam para aguentar tantos respingos de molhos e algazarra. Blusas e Camisas..., esqueçam.
Os melhores momentos são quando o pecado da GULA é praticado, entre outros claro...
Seu sorriso neste instante era encantador e seu ar de satisfação e plenitude não tinham preço que pagasse.
Nunca deixei faltar nada a ela, nem tampouco ir sozinha a qualquer lugar. Parecia um chato e ela sorrindo sempre... vá entender...
Só que com este sorriso ela ganhou, eu ganhei, mais quase tres anos entre alegrias e choros pela certeza de que no dia seguinte ela poderia aqui não estar ou então pelo sorriso por qualquer bobagem ou ato que eu ou ela fizéssemos. Porque mesmo os menores atos passaram a ter uma importância extraordinária.
E hoje a distância vejo que deveríamos(EU) ter esta atitude todos os dias e em todos os seus momentos, mas somos seres humanos e vivemos o dia, a hora, o minuto, o segundo. E o tempo é inexorável, ele passa, vai e não volta.
Sinto a falta dela quando acordo, paro e choro.
Sinto a falta dela quando vou tomar banho, paro e choro.
Sinto a falta dela quando abro o guarda roupa, paro e choro.
Sinto a falta dela quando vou por o sapato, paro e choro.
Sinto a falta dela quando vou fazer café, paro e choro.
Sinto a falta dela quando vou pegar as chaves, paro e choro.
Sinto a falta dela quando vou abrir a porta, e choro.
Sinto a falta dela quando vou chego a rua, e choro.
Sinto a falta dela quando caminho pelas ruas de Copacabana, e choro.
Sinto a falta dela quando pego o ônibus ou metrô para a cidade, e choro.
Sinto a falta dela quando chego a cidade, e choro.
Sinto a falta dela quando vou almoçar e estou só, e choro.
Sinto a falta dela quando ligo o computador, paro e choro.
Sinto a falta dela quando recebo emails tentando me reconfortar, paro e choro.
Sinto a falta dela quando caminho pelas ruas do centro, e choro.
Sinto a falta dela quando tento voltar para casa, paro e choro. Esta é a hora que mais sinto a falta dela, porque tenho a certeza que ela não estará mais me esperando e eu não a encontrarei em lugar algum.
Sinto a falta dela quando caminho do metrô ou ônibus até em casa, e choro.
Sinto a falta dela quando abro a porta de casa e ela está vazia, sento no sofá e vou aos poucos tirando os sapatos e roupa..., ou não. Fico por ali mesmo, o controle da TV está ao meu lado e vou trocando de canais e por vezes a lembrança é mais forte e choro. Vou tentando me enganar em outros canais e me pego tal qual ela ***zapeando*** entre os canais, e choro.
Até Morpheu já não é mais o mesmo e nem sempre vem me buscar e tampouco eu o procuro e o dia amanhece, e o tempo e a dor não param.
A grande culpa que sinto é que ela me fez prometer diversas vezes que ficasse com ela até o final, porque ela tinha receio do que fizessem ou como a tratassem.
E EU NÃO CUMPRI !!!
Agora tenho:
Medo de enxergar, medo de não ver.
Medo de andar, medo de parar.
Medo de ler, medo de nao ler.
Medo de ganhar, medo de perder
Medo de sentir, medo de ficar insensível.
Medo de me perder.
Agradeço a vida e aos acasos a oportunidade de encontrá-la
** O valor das coisas não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. **
( Fernando Pessoa )
©¿©¬
Paulo G Müller
MARCIA TORANZO BASTOS ARDUINI
- www.flickr.com/photos/marciatoranzo -
Mulher que foi e é motivo do meu AMOR de forma ABISSAL e INCONDICIONAL, de entrega e fidelidade total desde o 1o. dia em que nos encontramos há quase... 30 anos atrás.
Mesmo que muitos não acreditassem ou aceitassem..., até hoje, porque não conhecem, não viveram e tampouco saberão o que é o AMOR na sua plenitude. É óbvio que ocorreram desencontros durante o nosso relacionamento e inclusive um curto distanciamento, mas que somente serviu para fortalecer o que desde o início havia de muito forte entre nós.
Foi passear por outras pradarias no domingo, 18/10/2009 as 21:30hs depois de sofrer por um longo tempo de uma enfermidade incurável, sendo assistida pelo Dr Milton Rabinowitz, que não poupou esforços com todo o profissionalismo, carinho e atenção.
Ela pediu através de Escritura Pública, e quero crer que a tenham atendido, que suas cinzas fossem espalhadas no mar do Leme, um dos locais mais belos do Rio de Janeiro.
Além da ajuda inestimável do amigão Victor Finkelstein - Viko da PalmForum através de seu amigo Dr. Capel do Hospital Oswaldo Cruz de São Paulo.
No LINK acima que será atualizado em breve, encontram-se alguns dos seus quadros, e que refletem apenas um período e parte do seu trabalho. Não temos os arquivos da totalidade da sua obra por viver todos os dias simplesmente, sem a preocupação do registro e sim com a alegria dos momentos.
Filha do Marechal Joaquim Justino Alves Bastos, natural de Mato Grosso e comandante de diversas unidades do Sul ao Norte do Brasil sendo um dos poucos Marechais da ATIVA de então e autor do livro Encontro com o Tempo, e Nélida Toranzo Bastos, natural da Argentina, residentes a época no bairro do LEME - Rio de Janeiro ( ambos falecidos ), e ficam duas filhas, neto e neta de seu 1o. casamento.
Pintora Naïf
Nascida no Rio de Janeiro, mas morou em Porto Alegre, Curitiba e Recife e por último no Condomínio Morada do Sol ( www.flickr.com/photos/moradasol ) no Bairro de Botafogo - RJ.
Graduada pela PUC/Rio de Janeiro em LETRAS.
Em 1970 trocou a carreira de professora pela Pintura, ao entrar em contato com os pincéis, as tintas e os desenhos no atelier de Do Carmo Ferreira.
A opção pela pintura " NAÏF " foi imediata graças ao amor pela natureza, por seu interesse nas questões sociais e principalmente pela vontade que sentia de traduzir a realidade de seu país.
Participou de diversas coletivas e individuais no Rio de Janeiro, São Paulo e Paris, locais onde foi premiada obtendo reconhecimento pelos seus trabalhos.
Mulher íntegra, dotada de uma grande sensibilidade, extremamente carinhosa e afetuosa para com todos sem distinção de raça , credo , nível social ou intelectual.
Sempre na busca incansável do entendimento e conhecimento das razões que afligem o ser humano. Era capaz de ler ao mesmo tempo mais de tres livros além de pintar, ver programas especiais da TV a cabo além de Teatro e Cinema. A sua inteligência foi algo que sempre me fascinou.
O ato de nos separarem foi e continua sendo extremamente doloroso e sofrido, e até entendo os motivos que levaram a este ato insensato, porém são doentes e procuram chifre em cabeça de burro, depois de tanto procurarem quem sabe encontrem. A única forma que tinham para atingir a mim era nos separando.
A noite quando ficávamos a sós, o olhar de sofrimento da minha amada era insuportável e a dor por qual ela passava era cristalina porque ficava dividida entre o mar e o rochedo. E conseguiram, porque eu não iria me perdoar se as brigas e discussões que já eram constantes, fossem contribuir para a tristeza da mulher que eu mais amo.
Não permitiram que eu estivesse ao lado dela na hora em que descansou, e conforme me foi dito, ela chamou por mim diversas vezes. E eu estava a poucos passos ( uma quadra ) do hospital. E isto dói muito, muito, muito.
Todos sabiam, que se nos separássemos algo poderia ocorrer... e algumas semanas depois...
A menina que existia dentro da Márcia era algo maravilhoso, somente quem convivia mais proximamente é que percebia.
Em muitas áreas do entendimento e da compreensão da vida ela era INGÊNUA, tal qual a ARTE que ela praticava, e este além do sorriso e de outros tantos atributos me deixavam embevecido e totalmente aparvalhado com seus jeitos e trejeitos.
Em nenhum dos seus atos havia a maldade ou segunda intenção, fazia por fazer. Jamais via no outro a malícia ou interesse escuso.
Fui um dos poucos que teve a chance de viver um AMOR PLENO e parte disto é que nos mantinha juntos e que ainda me mantém, porque convivi e convivo com tantos que nunca tiveram, não tem e nunca terão algo parecido em suas vidas. Acho que fui um homem de sorte.
No escuro e silêncio da noite ela me pedia desculpas sobre os enganos que havia cometido durante a nossa relação e ficávamos aos prantos lembrando de quanto tempo perdido,e eu pedia para ela esquecer porque na verdade eu era o maior culpado pelas intransigências e comportamento. E se alguém teria que pedir desculpas era eu. E ficávamos horas conversando porque ela tinha medo da noite. E quando adormecia o seu ronronar me levava até Morpheu, onte tentava encontrá-la, mas continuava em seus braços ou ela nos meus, mesmo nas noites mais quentes
Como os médicos deram uma esperança de seis meses, abri mão do meu trabalho, o que hoje vejo que foi um erro, deveria ter me dividido um pouco mais para manter as ligações profissionais e ativo nas atualizações que são constantes.
Tentei ao menos retribuir uma parte infinitesimal de tudo o que ela, me proporcionou de alegria e divertimento.
Em Março de 2008 fomos buscar o BUCK, conhecido como o cachorrinho do portal da IG que é da raça West Highland White Terrier , pequeno e extremamente carinhoso.
http://www.flickr.com/photos/marciatoranzo/4104140683/
Ficava invariavelmente sobre os pés dela, ou debaixo da cadeira em que ela se encontrava, eventualmente nos meus. Dormia toda a noite embaixo da cama e no local em que ficava a cabeceira da cama em que ela dormia, desde o 1o. dia que chegou em casa. Era uma farra ver o esforço que ele fazia para conseguir entrar embaixo da cama. Ele se esparramava tal qual uma massa de pizza e lá ia ele..., para sair era outro parto.
Quando ela tinha uma recaída ele respondia da mesma forma.
Era louco por ela.
Dava um trabalhão: cuidar, alimentar, vacinas, alergias, pomadas, cremes, banhos, tosas, remédios. Levar todo dia de manhã e a noitinha para passear no Play e fazer as suas necessidades.
Por vezes, quando ela podia, aos sábados ou domingos íamos passear na URCA ou no Forte que fica no final da URCA, com ele dentro do táxi e era alegria na certa. Porque ele queria porque queria atacar os dois leões de pedra que tem em frente a a CPRM e outros dois que existem dentro do Forte da Urca. Ficava ensadecido.
Ele adorava ficar na janela do carro com a metade do corpo para fora e invariavelmente alguém emparelhava o carro e o elogiava, ela ficava toda prosa, e ele fazia uma festa.
Obrigado Buck
Por vezes ia até o Restaurante Dois em Cena no Shopping Rio Sul para buscar um sanduíche de pão ciabata com filé e salada verde, ou um frango grelhado com molho de damasco que ela adorava, ou então um Escondidinho de Carne Seca. Aproveitava para ir até o Toscana, para trazer Muffins que ela beslicava prazeirosamente, além do queijo curado de Cachoeiras de Macacu que somente é encontrado lá e no Hortufruti de Botafogo.
Aos sábados ia no VAPT VUPT até o Rei do Caranguejo na Xavier da Silveira, 98, em Copacabana para buscar EMPADAS, que são as melhores do Rio, e ela se divertia, eram momentos de luz e alegria.
Aos Domingos ia até o Rest Spaccanapoli do meu amigo GINO, - www.spaccanapoli.com.br - um local simples porem com uma cozinha correta, e com preços honestos. Local onde levei o amigo Andres Segal e família de São Paulo.
E de lá trazia correndo para casa:
CALAMARI IN CAZZUOLA - Lula refogada com tomate italiano, azeitonas pretas, pão crocante, pimenta calabresa ou dedo de moça.
Pizza Branca ( extremamente fina ) ou Bruscheta Caprese.
SPAGHETTI NERONI - Massa com camarôes, pimentões amarelo e vermelho temperados com alho, óleo, vinho branco e salsa fresca.
LINGUINE AL PESTO - Massa com molho especial a base de mangericão.
RISOTTO DELL ' ANGELO - Risoto com aspargos e camarão.
RISOTTO DELL'ORTO - Risoto com Aspargos frescos e alcachofras.
TAGLIATA DI FILETTO - Filet Migno fatiado ultra fino com alecrim, flambado com vinho branco e lascas de parmesão
Sobremesa de TIRAMISSÚ
E era uma festa, os guardanapos se sucediam para aguentar tantos respingos de molhos e algazarra. Blusas e Camisas..., esqueçam.
Os melhores momentos são quando o pecado da GULA é praticado, entre outros claro...
Seu sorriso neste instante era encantador e seu ar de satisfação e plenitude não tinham preço que pagasse.
Nunca deixei faltar nada a ela, nem tampouco ir sozinha a qualquer lugar. Parecia um chato e ela sorrindo sempre... vá entender...
Só que com este sorriso ela ganhou, eu ganhei, mais quase tres anos entre alegrias e choros pela certeza de que no dia seguinte ela poderia aqui não estar ou então pelo sorriso por qualquer bobagem ou ato que eu ou ela fizéssemos. Porque mesmo os menores atos passaram a ter uma importância extraordinária.
E hoje a distância vejo que deveríamos(EU) ter esta atitude todos os dias e em todos os seus momentos, mas somos seres humanos e vivemos o dia, a hora, o minuto, o segundo. E o tempo é inexorável, ele passa, vai e não volta.
Sinto a falta dela quando acordo, paro e choro.
Sinto a falta dela quando vou tomar banho, paro e choro.
Sinto a falta dela quando abro o guarda roupa, paro e choro.
Sinto a falta dela quando vou por o sapato, paro e choro.
Sinto a falta dela quando vou fazer café, paro e choro.
Sinto a falta dela quando vou pegar as chaves, paro e choro.
Sinto a falta dela quando vou abrir a porta, e choro.
Sinto a falta dela quando vou chego a rua, e choro.
Sinto a falta dela quando caminho pelas ruas de Copacabana, e choro.
Sinto a falta dela quando pego o ônibus ou metrô para a cidade, e choro.
Sinto a falta dela quando chego a cidade, e choro.
Sinto a falta dela quando vou almoçar e estou só, e choro.
Sinto a falta dela quando ligo o computador, paro e choro.
Sinto a falta dela quando recebo emails tentando me reconfortar, paro e choro.
Sinto a falta dela quando caminho pelas ruas do centro, e choro.
Sinto a falta dela quando tento voltar para casa, paro e choro. Esta é a hora que mais sinto a falta dela, porque tenho a certeza que ela não estará mais me esperando e eu não a encontrarei em lugar algum.
Sinto a falta dela quando caminho do metrô ou ônibus até em casa, e choro.
Sinto a falta dela quando abro a porta de casa e ela está vazia, sento no sofá e vou aos poucos tirando os sapatos e roupa..., ou não. Fico por ali mesmo, o controle da TV está ao meu lado e vou trocando de canais e por vezes a lembrança é mais forte e choro. Vou tentando me enganar em outros canais e me pego tal qual ela ***zapeando*** entre os canais, e choro.
Até Morpheu já não é mais o mesmo e nem sempre vem me buscar e tampouco eu o procuro e o dia amanhece, e o tempo e a dor não param.
A grande culpa que sinto é que ela me fez prometer diversas vezes que ficasse com ela até o final, porque ela tinha receio do que fizessem ou como a tratassem.
E EU NÃO CUMPRI !!!
Agora tenho:
Medo de enxergar, medo de não ver.
Medo de andar, medo de parar.
Medo de ler, medo de nao ler.
Medo de ganhar, medo de perder
Medo de sentir, medo de ficar insensível.
Medo de me perder.
Agradeço a vida e aos acasos a oportunidade de encontrá-la
** O valor das coisas não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. **
( Fernando Pessoa )
©¿©¬
Paulo G Müller
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